Remoção seletiva de tecido cariado
7 seções · Leitura, síntese e fontes
Durante décadas ensinou-se a remover tecido cariado até encontrar dentina dura em toda a cavidade, incluindo a parede pulpar. A lógica era intuitiva: retirar tudo o que está contaminado. O resultado, mensurado, foi outro — essa abordagem expõe polpas que não precisavam ser expostas, e a exposição pulpar muda o prognóstico do dente de forma desproporcional ao benefício obtido.
Contexto da aula
A remoção não seletiva até dentina dura deixou de ser recomendada. O que a substituiu é uma decisão que depende da profundidade da lesão e que tem dois objetivos distintos, um para cada situação.
A profundidade se define pela radiografia, e não pela impressão na cavidade: lesão profunda é a que atinge o terço ou o quarto interno da dentina, com risco real de exposição ao remover o último tecido. Rasa ou moderadamente profunda é a que se mantém até a metade externa da dentina.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
