AS REFERÊNCIAS, À MÃO
Consulta
Termos, medicamentos e condições numa busca só.
79 termos46 referências de medicamentos68 condições
193 fichas em 12 áreas
Semiologia e diagnóstico20
Atividade de lesãoEstado de progressão de uma lesão de cárie, avaliado por textura à sondagem suave, brilho, presença de biofilme e relação com a margem gengival.TermoBiópsia de mucosa: peça, fixador e fichaA metade que se perde é depois do bisturi: não amassar, orientar, fixar imediato, volume de formol muito maior que a peça, e a ficha com a descrição.TermoCâncer bucalTempo de diagnóstico é prognóstico. Diante de sinal de alarme não há observação: a investigação começa hoje.CondiçãoCandidíase bucalA placa se destaca à raspagem — e é isso que a separa da leucoplasia, que não se destaca.CondiçãoDesordem potencialmente malignaProbabilidade aumentada, não destino. Identificada uma delas: proservação com data, fator de risco suspenso e paciente informado.TermoDisplasia epitelialDiagnóstico histológico, não clínico. É o achado que muda o prognóstico — e é justamente o que não se vê olhando.TermoEritroplasiaCerca de 90% já apresentam displasia intensa, carcinoma in situ ou carcinoma superficialmente invasivo no diagnóstico. Não entra em observação.CondiçãoHerpes recorrente intraoralÚlceras precedidas de vesículas, com pródromo de prurido ou formigamento. É recorrência, não 'boca fraca'.CondiçãoIntervalo de retornoPrazo até a próxima consulta de manutenção, definido por três domínios avaliados separadamente — cárie, periodontal e protético —, adotando-se o mais curto entre eles, e revisto a cada consulta.TermoLesão pigmentada: a árvore de decisãoA cor não decide nada. Decidem sítio, borda, tempo e uma radiografia — e radiografia negativa em suspeita de amálgama INDICA biópsia.TermoLeucoplasiaPlaca branca que não se destaca à raspagem e não corresponde a nenhuma outra entidade. É diagnóstico de exclusão.CondiçãoLíquen plano oralTrês formas, e elas se separam clinicamente. Reticular: estrias brancas finas em rede, bilaterais, assintomáticas. Erosivo: ulcerado, com as estrias na periferia.CondiçãoMelanoma oralSítios de risco em ordem: palato duro, gengiva da maxila, mucosa alveolar — e não são os mesmos do carcinoma espinocelular.CondiçãoMucoceleExtravasamento de muco por trauma de glândula salivar menor, tipicamente no lábio inferior. Punção antes de incisar.CondiçãoParacoccidioidomicoseÚlcera de aspecto moriforme com sintomas sistêmicos, mais frequente em homens adultos e trabalhadores rurais. Diferencial brasileiro.CondiçãoPênfigo vulgarUlcerações precedidas por bolhas, recidivantes. As lesões de pele podem vir até um ano depois das da boca — você vê primeiro.CondiçãoPenfigoide de mucosasBolhas mais espessas, que demoram mais a romper que as do pênfigo. E o desfecho mais grave não acontece na boca: pode levar à cegueira.CondiçãoQueilite actínicaSó no lábio inferior. O que fecha o diagnóstico é a perda de nitidez entre vermelhão e pele — e ela é irreversível.CondiçãoRânulaO mesmo fenômeno da mucocele no assoalho da boca. E assoalho é sítio de risco de carcinoma, o que muda o rigor do exame.CondiçãoUlceração aftosa recorrenteDoença de mucosa NÃO ceratinizada. Úlcera recorrente em palato duro ou dorso de língua não é afta.Condição
Anestesiologia8
Articaína 4%72 mg por tubete: o limite mais alto em mg/kg rende menos tubetes. Não abaixo dos 4 anos.MedicamentoBupivacaína 0,5%9 mg por tubete e 4 a 9 horas de dormência em tecido mole. Não abaixo dos 12 anos.MedicamentoEpinefrina0,2 mg por sessão sem doença cardiovascular; 0,04 mg no cardiopata. Na anafilaxia, é a primeira linha.MedicamentoFelipressinaVasoconstritor não adrenérgico para restrição adrenérgica. Ação ocitócica: fora na gestante.MedicamentoLidocaína 2%36 mg por tubete. A bula BR governa: 4,4 mg/kg e teto de 300 mg — 8 tubetes —, com ou sem vasoconstritor. A referência de ensino traz 7,0 e 500: divergência real, registre qual usou.MedicamentoMepivacaína 2% e 3%A 2% dá 36 mg por tubete e a 3%, 54 mg. A 3% sem vasoconstritor é a saída na restrição adrenérgica.MedicamentoMetabissulfitoO alérgeno mais provável do tubete — e está apenas nas soluções com vasoconstritor.MedicamentoPrilocaína 3% com felipressina54 mg por tubete, com felipressina 0,03 UI/mL — não epinefrina. A bula brasileira registra 4,5 mg/kg, teto 400 mg: 7 tubetes.Medicamento
Urgência e dor24
Abscesso apical agudoVitalidade negativa, palpação apical nítida. Drenagem e tratamento; antibiótico só com repercussão sistêmica.CondiçãoÁcido acetilsalicílicoAbaixo de 600 mg não supera placebo. 100 mg é antiagregante; no infarto, 160 a 325 mg mastigado.MedicamentoAnafilaxiaEpinefrina primeiro, e a ordem importa: 0,3 a 0,5 mg IM no adulto, na face anterolateral da coxa.CondiçãoAngina de LudwigNão se drena, não se prescreve e não se agenda retorno. Hospital imediato — e não vai de ônibus.CondiçãoAngina e infarto agudo do miocárdioInfarto nos últimos três meses tira o paciente da cadeira no mesmo dia. Dor torácica interrompe tudo.CondiçãoAnti-inflamatórios não esteroidaisPrimeira escolha em dor odontogênica aguda — e a lista de quem não pode recebê-los é longa e decisiva.MedicamentoAsma e broncoespasmoNão inicie a sessão sem o broncodilatador do paciente à mão. Sem resposta, o próximo passo é epinefrina.CondiçãoAvulsão de dente permanenteReimplante agora, no local, segurando pela coroa. 60 minutos de tempo seco mudam o prognóstico, não o tratamento.CondiçãoBroncodilatador de resgate4 a 10 jatos no adulto e 4 na criança, com espaçador, repetíveis a cada 20 minutos na primeira hora.MedicamentoDiclofenaco50 mg de 8 em 8 horas, máximo de 150 mg ao dia. Alternativa ao ibuprofeno na dor aguda.MedicamentoDipirona500 mg a 1 g de 6 em 6 horas, teto de 4 g ao dia. A agranulocitose é rara, idiossincrática e não se previne com dose.MedicamentoDisfunção temporomandibularA palpação de masseter e temporal reproduz a queixa — frequentemente com dor referida para os dentes.CondiçãoDor não odontogênicaNem toda dor na boca vem do dente. Tratar o dente errado é o desfecho a evitar.TermoGlicose de absorção rápidaAbaixo de 70 mg/dL, o paciente consciente recebe 15 g, com reaferição em 15 minutos.MedicamentoHipoglicemiaAbaixo de 70 mg/dL. Não é caso de adiar e mandar para casa: 15 g agora, e reafira em 15 minutos.CondiçãoIbuprofeno400 a 600 mg de 6 em 6 horas. Com paracetamol, NNT de 1,5 a 1,6 — melhor que qualquer opioide.MedicamentoInfecção odontogênicaA drenagem e a remoção da causa resolvem. O antibiótico é adjuvante, não tratamento.TermoInfecção odontogênicaOnde há pus, drene. 38 °C, FC acima de 100, FR acima de 20 ou edema que cruza a linha média tiram do ambulatório.CondiçãoNitrato sublingual0,4 mg sublingual, repetível a cada 5 minutos até três doses, se a sistólica permitir.MedicamentoParacetamolAssume a primeira linha sempre que o AINE está fora. Teto de 4 g ao dia, com alvo prudente de 3 g.MedicamentoPericoronariteInflamação do tecido que recobre a coroa parcialmente irrompida — a urgência clássica do terceiro molar.TermoPericoronariteNão se cureta o capuz na fase aguda — a manobra empurra bactérias para os tecidos profundos.CondiçãoSíncope vasovagalA emergência mais comum do consultório. Se não recuperar em 1 a 2 minutos com as pernas elevadas, não é síncope simples.CondiçãoSinusite maxilarVários posteriores superiores do mesmo lado doendo, todos com sensibilidade normal — e piora ao inclinar a cabeça.Condição
Cariologia e dentística27
Acabamento e polimentoA etapa que decide longevidade e conforto — e a mais pulada quando o tempo acaba.TermoAdequação do meioEtapa que converte uma boca com muitos focos ativos em uma boca higienizável. Precisa de data.TermoAdesão em esmalte e dentinaDois substratos, dois comportamentos. O que funciona no esmalte não funciona igual na dentina.TermoBiselEm dente anterior o bisel é óptico, não retentivo: ele dissolve a linha entre resina e esmalte que aparece a qualquer distância.TermoCárieA pergunta não é se existe lesão: é se ela está progredindo. Atividade, cavitação e profundidade são eixos independentes.CondiçãoContato oclusal altoDor à mordida, imediata, que cessa fora da função. É a causa mais frequente de dor depois de restaurar e a mais barata de corrigir.CondiçãoDentina esclerosadaTúbulos obliterados por mineral. Condiciona pior e infiltra pior — é a única situação em que 30 segundos de ácido são a regra, não o excesso.TermoDescoloração dentáriaExtrínseca sai com profilaxia. Intrínseca é que responde a clareamento. E UM dente escurecido é outro problema: tem causa interna.CondiçãoDiamino fluoreto de prata a 38%Paralisa cerca de 42% das lesões radiculares em 24 meses. Mancha, e a mancha é permanente.MedicamentoDimensões da cor: matiz, croma, valor e translucidezCor não é uma grandeza, são quatro — e cada uma se lê num terço diferente do dente. Errar o valor é o que faz a restauração saltar.TermoEstratificação naturalDentina opaca reconstrói o volume; esmalte translúcido só os 0,5 a 1 mm finais. A restauração acinzentada tem uma causa só: falta de massa de dentina.TermoFlúor 5.000 ppm2 cm três vezes ao dia, cuspir sem enxaguar: 1,05 lesão radicular ativa em dois anos, contra 2,55.MedicamentoGuia de siliconeTransforma a reconstrução de um ângulo incisal em preenchimento de um molde que já tem a forma certa. Guia que basculha não guia.TermoHipersensibilidade dentináriaDor provocada por frio e doce, que cessa com o estímulo e sem dor à percussão.CondiçãoInserção supracrestalConjunto de epitélio juncional e tecido conjuntivo de inserção acima da crista óssea, com cerca de 2 mm.TermoIsolamento absolutoCampo seco e protegido. Em endodontia não é preferência — é condição para começar.TermoLesão cervical não cariosaPerda de estrutura na cervical SEM bactéria. A restauração não trata a causa — e é a que mais falha em toda a dentística direta.CondiçãoMapa cromáticoO desenho do dente com a cor de cada terço, feito ANTES de anestesiar. É o que se consulta com a mão suja, sem tirar o isolamento.TermoPerborato de sódioMisturado com ÁGUA, dentro da câmara, com barreira cervical de 2 mm. Trocas a cada 7 dias; sem mudança em três, o caso não é este.MedicamentoPeróxido de carbamidaPC 10% libera cerca de 3,5% de peróxido de hidrogênio. Concentração maior clareia em MENOS TEMPO, não clareia mais — o que sobe junto é a sensibilidade.MedicamentoPeróxido de hidrogênio (clareador)35 a 38% no consultório, ~45 min por sessão, 3 a 6 sessões com 7 dias de intervalo. E a luz NÃO acrescenta resultado.MedicamentoPonto de contatoO que separa uma restauração proximal aceitável de uma que vai adoecer o periodonto.TermoProteção dentino-pulparO que se coloca sobre a dentina profunda antes de restaurar — e quando não colocar nada.TermoRemoção seletiva de tecido cariadoPreserva dentina afetada em profundidade para evitar exposição pulpar; remove tudo na periferia.TermoRemoção seletiva de tecido cariadoEstratégia de remoção que preserva dentina afetada em profundidade para evitar exposição pulpar, removendo integralmente o tecido apenas na periferia, onde a restauração selará.TermoSensibilidade pós-operatóriaFrio e doce, breve, sem dor espontânea — costuma ceder em 2 a 4 semanas. Refazer é o ÚLTIMO passo, porque é o único que custa estrutura.CondiçãoTrinca e fratura de cúspideDor aguda ao SOLTAR a mordida, numa cúspide específica. É quase o único sinal, e ele não aparece em nenhum outro quadro.Condição
Periodontia22
Abscesso periodontalO dente é vital — e essa é a primeira coisa a testar, porque o diferencial imediato se trata pelo canal.CondiçãoDoenças periodontais necrosantesTríade completa: necrose de papila em cratera, sangramento e dor desproporcional. Reavalie em 24 a 48 horas.CondiçãoEstágio e grauEstágio = gravidade instalada. Grau = velocidade. Nomeiam-se sempre juntos, com a extensão.TermoEstágio e grauClassificação da periodontite: o estágio descreve a gravidade e a complexidade instaladas; o grau, a velocidade de progressão e o risco.TermoExtensão (periodontal)Proporção de dentes acometidos: localizada abaixo de 30%, generalizada a partir de 30%.TermoGengivite induzida por biofilmeSangramento em 10% ou mais dos sítios, sondagem até 3 mm, sem perda de inserção. Abaixo de 10%, é saúde.CondiçãoHiperplasia gengival por fármacoA bolsa é falsa: o critério de cirurgia não é o da periodontite. Controle de biofilme primeiro, sempre.CondiçãoÍndice de placa visívelPercentual de superfícies com biofilme visível. Sem evidenciador, subestima.TermoInstrumentação subgengivalRemoção de biofilme e cálculo abaixo da margem gengival. O termo que as aulas fixaram.TermoInstrumentação subgengivalRemoção de biofilme e cálculo abaixo da margem gengival.TermoNível de inserção clínicaDa junção cemento-esmalte ao fundo da bolsa. É o que define a doença periodontal.TermoNível de inserção clínicaDistância da junção cemento-esmalte ao fundo do sulco ou bolsa.TermoPeriodontitePerda de inserção interproximal em dois ou mais dentes não adjacentes. Quem teve periodontite continua sendo.CondiçãoPeriodontite crônica (termo abolido)Termo abolido pela classificação vigente. Use estágio, grau e extensão.TermoProfundidade de sondagemDistância da margem gengival ao fundo do sulco ou bolsa. Sozinha, não define doença.TermoReavaliação periodontalConsulta que confere o resultado da instrumentação com periograma completo — não uma conversa.TermoRecessão gengivalDistância da junção cemento-esmalte à margem gengival. Entra no cálculo do nível de inserção.TermoSangramento à sondagemPercentual de sítios que sangram após sondagem com força controlada. Abaixo de 10% é saúde gengival.TermoSangramento à sondagemPercentual de sítios que sangram após sondagem com força controlada.TermoSítios por denteSeis, em todos os dentes, no exame periodontal completo.TermoTerapia periodontal de suporteA fase de manutenção. O periograma completo é o que a distingue de uma profilaxia.TermoTerapia periodontal de suporteFase de manutenção do tratamento periodontal, com cinco componentes obrigatórios, dos quais o periograma completo é o que a distingue de uma profilaxia.Termo
Endodontia6
Diagnóstico pulparNomear o estado da polpa e o do periápice — dois diagnósticos, sempre juntos.TermoNecrose pulparAusência de resposta, confirmada com dentes controle. Ausência isolada nunca fecha diagnóstico.CondiçãoPulpite irreversível assintomáticaInflamação pulpar irreversível sem dor espontânea. Termo que substitui ulcerada e hiperplásica.TermoPulpite irreversível assintomáticaEstado pulpar inflamatório irreversível sem sintomatologia espontânea.TermoPulpite irreversível sintomáticaDor espontânea, prolongada, que acorda o paciente ou piora deitado. Remoção da polpa na sessão.CondiçãoPulpite reversívelDor provocada, breve, que cessa com a remoção do estímulo. Remover a causa e restaurar.Condição
Cirurgia5
AlveoliteDor pós-exodontia que aparece depois de melhorar. Complicação, não infecção a antibioticar por reflexo.TermoAvaliação pré-operatóriaO que se confere antes de operar: condição sistêmica, medicação, risco do procedimento e plano B.TermoExodontiaRemoção cirúrgica do dente. Simples quando há coroa preensível e via de saída; complexa quando não.TermoTerceiro molar retidoO dente que não irrompeu na posição funcional. Retenção não é, por si, doença.TermoUso de antirreabsortivos ósseos e osteoporoseAltera a decisão cirúrgica pelo risco de osteonecrose — e o paciente nunca menciona sozinho. O fármaco não se suspende para exodontia.Condição
Prótese e oclusão7
DescimentaçãoPerda de retenção de peça protética. É sintoma, não diagnóstico: exige investigar retenção do preparo, cárie sob a peça, fratura do pilar ou sobrecarga antes de qualquer recimentação.TermoEspaço biológico (termo abolido)Termo abolido. As aulas usam inserção supracrestal.TermoEspaço funcional livreDistância entre a posição de repouso mandibular e a máxima intercuspidação.TermoFérulaAnel de dentina sadia que a coroa abraça. Conceito de dente despolpado — não se aplica ao vital.TermoFérulaAnel de dentina sadia remanescente que a coroa abraça acima da margem do preparo, no dente tratado endodonticamente com retentor.TermoProservaçãoAcompanhamento de um achado estável, com causa controlada, mediante registro fotográfico datado e reavaliação em intervalo definido.TermoReembasamentoInterposição de material na base da prótese para readaptá-la aos tecidos de suporte.Termo
Pacientes especiais24
Alergia a fármacos e materiaisPalpitação e tremor após a injeção não são alergia. Urticária, edema, broncoespasmo e hipotensão são.CondiçãoAnsiedade e fobia odontológicaA dor é o principal elevador de pressão dentro do consultório — controlar a dor é controlar o risco.CondiçãoArritmiaO que decide não é o diagnóstico: é a capacidade funcional e a estabilidade. Referência de 60 a 100 bpm.CondiçãoDiabetesNão é o diagnóstico que decide, é o controle: 70 a 180 mg/dL é faixa confortável; acima de 250 a 300, adie.CondiçãoDispositivo cardíaco implantávelO maior risco é a eletrocirurgia monopolar. Ultrassom piezelétrico é mais seguro que o magnetostritivo.CondiçãoDoença de von WillebrandDetermina o preparo, não contraindica: fator em pelo menos 0,50 UI/mL, com ácido tranexâmico associado.CondiçãoDoença renal crônica e diáliseAtenda no dia seguinte à hemodiálise. Anti-inflamatório sai; paracetamol assume, com teto de 4 g e alvo de 3 g.CondiçãoEpilepsiaA maior parte das crises cessa em 1 a 3 minutos. Passar de 5 minutos é estado de mal epiléptico.CondiçãoFragilidadeA variável do plano não é a idade, é a funcionalidade. Três critérios ou mais: frágil.CondiçãoGestaçãoNão existe trimestre de eleição. O adiamento é a conduta de risco — o que se ajusta é a logística.CondiçãoHemoglobina glicadaMédia glicêmica de meses. Modifica o grau da periodontite; não é corte para adiar eletivo.TermoHepatopatiaLimiares próprios: INR até 2,5 e plaquetas acima de 30.000/µL em cirurgia menor. Não são os do anticoagulado.CondiçãoHipertensão arterialAbaixo de 160 × 100 mmHg, atenda. A partir daí, repita após repouso — e o eletivo para.CondiçãoInfecção pelo HIVO tratamento odontológico é o mesmo de qualquer paciente. Contagem de células e carga viral não negam nem adiam.CondiçãoLactaçãoQuase todo fármaco passa ao leite; o que decide é quanto. Não suspenda a amamentação por reflexo.CondiçãoPaciente oncológico em quimioterapiaQuem define é o hemograma: neutrófilos a partir de 1.000/mm³ e plaquetas a partir de 50.000/mm³.CondiçãoRadioterapia de cabeça e pescoçoExtrações pelo menos 2 semanas antes do início, com risco acima de 50 Gy. Depois, o alvéolo não perdoa.CondiçãoRazão normalizada internacionalO exame que autoriza cirurgia no anticoagulado — sem suspender o anticoagulante.TermoSíndrome de DownA profilaxia depende da lesão cardíaca específica, não do diagnóstico da síndrome. Periodontia é prioridade.CondiçãoTabagismoModifica o grau da periodontite e mascara o sangramento. Julgue pela perda óssea.TermoTransplante de órgãoA atenção recai sobre o imunossupressor. Transplante de órgão sólido não indica profilaxia de endocardite.CondiçãoTranstorno do espectro autistaA deficiência define a via de acesso ao plano, não o plano. Consulta prévia sem procedimento é o começo.CondiçãoUso de anticoagulantes e antiagregantesNão se suspende o fármaco. Em antagonista da vitamina K, opera-se com INR abaixo de 4,0; o anticoagulante oral direto não se mede por INR — em alto risco de sangramento ajusta-se uma dose, e a saída é fracionar em sessões.CondiçãoXerostomia e hipossalivaçãoXerostomia é a queixa; hipossalivação é a medida. A causa mais comum, e a única reversível, é medicamentosa.Condição
Farmacologia26
Ácido tranexâmicoBochecho a 4,8% a 5%, 10 mL por 2 minutos, quatro vezes ao dia, por 2 a 5 dias. Adjuvante, não rotina.MedicamentoAmoxicilinaQuando indicada: 500 mg de 8 em 8 horas, por 3 a 5 dias. Profilaxia de endocardite: 2 g, 30 a 60 minutos antes. Não há indicação em exodontia simples de paciente hígido.MedicamentoAmoxicilina com clavulanato500/125 mg de 8 em 8 horas na falha da amoxicilina. Não é esquema de rotina.MedicamentoAntiagregantes plaquetáriosParacetamol assume a primeira linha. AAS 100 mg inibe a plaqueta por 7 a 10 dias.MedicamentoAntibiótico sistêmicoOnde ele não entra: pulpite, periodontite apical sintomática, abscesso localizado drenado, periodontite.MedicamentoAnticoagulantesNão se suspende para exodontia: opera-se com INR abaixo de 4,0. O AINE sai da primeira linha.MedicamentoAntidepressivos tricíclicosPotencializam a epinefrina: teto de 0,04 mg, cerca de 2 tubetes a 1:100.000.MedicamentoAntirreabsortivosExodontia sob antirreabsortivo exige fechamento primário: cobrir o alvéolo inteiro com mucosa.MedicamentoApixabanaInibidor direto do fator Xa. Referência para avaliar risco de sangramento no atendimento.MedicamentoAzitromicina500 mg no primeiro dia e 250 mg ao dia depois. Opção na alergia com histórico de anafilaxia.MedicamentoBetabloqueadores não seletivosCom vasoconstritor adrenérgico, hipertensão com bradicardia reflexa. Limite a dose e monitorize.MedicamentoBloqueadores de canal de cálcioHiperplasia gengival em torno de 30%, com início mediano em torno de 262 dias.MedicamentoCefalexina500 mg de 6 em 6 horas. Opção em alergia não anafilática a betalactâmicos.MedicamentoCiclosporinaHiperplasia gengival em 13% a 85% dos casos, com padrão muito inflamatório e pouca fibrose.MedicamentoClindamicina300 mg de 6 em 6 horas. Maior risco de colite por C. difficile — deixou de ser a alternativa automática.MedicamentoClorexidinaBochecho a 0,12% por 60 segundos antes da cirurgia: NNT em torno de 7 para alveolite em terceiro molar.MedicamentoDabigatranaInibidor direto da trombina. Referência para avaliar risco de sangramento no atendimento.MedicamentoDexametasona8 mg em dose única, 30 a 60 minutos antes — só em terceiro molar incluso com osteotomia.MedicamentoEdoxabanaInibidor direto do fator Xa. Referência para avaliar risco de sangramento no atendimento.MedicamentoFluconazolDose única de 150 mg sem evidência definitiva de dano; 400 a 800 mg ao dia no 1º trimestre, não.MedicamentoInibidores seletivos de recaptação de serotoninaNão se suspende por receio de sangramento: hemostasia local cuidadosa é o que a evidência sustenta.MedicamentoMetronidazol400 mg de 8 em 8 horas, sempre em associação — nunca em monoterapia.MedicamentoNistatinaAntifúngico tópico e a preferência na gestante — resolve a maior parte dos casos.MedicamentoPolifarmáciaCinco ou mais medicamentos; dez ou mais é o quadro extremo. Sua prescrição entra numa lista que você não montou.CondiçãoProfilaxia antibióticaDuas condições precisam coexistir: cardiopatia de alto risco E procedimento que manipula gengiva ou perfura mucosa.TermoRivaroxabanaInibidor direto do fator Xa. Referência para avaliar risco de sangramento no atendimento.Medicamento
Método e planejamento13
Adequação do meioEtapa intermediária em que se remove a maior parte do tecido cariado ativo e se selam todas as cavidades com material provisório, em poucas sessões, para converter uma boca com múltiplos sítios de estagnação em uma bo…TermoAlta clínicaEncerramento da fase ativa do tratamento e entrada na fase de manutenção — não encerramento do vínculo, do sigilo, da guarda do prontuário nem da responsabilidade pelos atos praticados.TermoConcluído com pendência nomeadaSaída legítima da conferência de conclusão, em que um problema permanece sem resolução mas tem nome, dono e prazo registrados.TermoContrarreferênciaDevolução do paciente, com os informes pertinentes, ao profissional que o encaminhou, ao fim do atendimento especializado.TermoFase pré-restauradoraSete condições que precedem qualquer procedimento restaurador eletivo. Funciona como portão.TermoFase pré-restauradoraConjunto de sete condições que precedem qualquer procedimento restaurador ou protético eletivo.TermoInterconsultaPedir informação ou ajuste ao médico. Não é encaminhamento e não adia o tratamento.TermoInterconsultaSolicitação de informação ou de ajuste de condição ao médico assistente.TermoIntervalo de retornoPrazo até a próxima manutenção. Três domínios avaliados separadamente; vale o mais curto.TermoPortãoConsulta cuja única função é decidir se o plano segue, com três saídas possíveis: avançar, repetir a fase, ou revisar o plano.TermoPrognósticoPrevisão com três partes obrigatórias: categoria, horizonte e condição — "X, em Y anos, se Z se mantiver".TermoRelação coroa clínica : raiz intraósseaProporção entre a porção do dente fora do osso e a porção nele contida.TermoReparoIntervenção localizada sobre restauração ou prótese com defeito circunscrito, preservando o restante.Termo
Ortodontia e crescimento11
Canino superior ectópico ou impactadoBossa canina não palpável após os 9 anos é o sinal mais barato do exame. A janela de interceptação fica em torno dos 9 anos e meio.CondiçãoChave de oclusão e classes de AngleCúspide mésio-vestibular do 1º molar superior no sulco vestibular do inferior. Classe II é a cúspide à FRENTE do sulco; Classe III, atrás.TermoEspaço livre (leeway space)Caninos e pré-molares são menores que os decíduos que substituem. É dessa reserva que sai a correção espontânea de apinhamentos leves.TermoFase do patinho feioDiastemas, laterais inclinados para distal e sobremordida na erupção dos incisivos. Fecha com a erupção dos caninos — e não se trata.TermoHábito de sucção não nutritivaNormal no lactente. Prolongado, associa-se a mordida aberta anterior e cruzada posterior — e parte da alteração persiste depois de o hábito cessar.CondiçãoMantenedor de espaçoEle SEGURA: não movimenta, não recupera. E a evidência de eficácia é insuficiente — indique sem prometer.TermoMordida cruzada com desvio funcionalA unilateral em oclusão é, na maioria, bilateral com desvio funcional. É o único achado da ortodontia em que esperar tem custo estrutural.CondiçãoPlano terminal da dentadura decíduaA relação entre as faces distais dos segundos molares decíduos. O degrau distal é o único que NÃO se autocorrige.TermoPseudo-Classe IIIAnteriores cruzados com relação molar de Classe I. Separa-se guiando até a relação cêntrica, na cadeira — não na radiografia.TermoSobressalência aumentadaAcima de 8 mm, o trauma de incisivo acontece em mais de 40% das crianças. Protetor bucal é conduta de hoje, independente do plano ortodôntico.TermoUrgência de aparelho ortodônticoVocê resolve desconforto e segurança; você não movimenta dente. E comunica a ortodontista por escrito no mesmo dia.Condição