Pontas diamantadas para acesso e broca de acesso de extremidade inativa
Brocas esféricas de baixa rotação para remoção de cárie
Sonda exploradora endodôntica (sonda reta e curva)
Limas tipo K #8, #10 e #15 · instrumentos de preparo cervical
Hipoclorito de sódio · seringa Luer lock com cânula de ponta romba e saída lateral
EDTA 17% · soro fisiológico · cones de papel absorvente
Hidróxido de cálcio para medicação intracanal · material de selamento provisório
Localizador apical eletrônico, quando disponível
SEQUÊNCIA
1. Radiografia inicial e comprimento provisório
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Meça o comprimento aparente do dente na radiografia e subtraia 3 mm para obter o comprimento provisório de trabalho. Anote o ponto de referência coronário que você vai usar — cúspide ou borda incisal — antes de começar.
Avance quando: Comprimento provisório anotado por canal, com o ponto de referência nomeado. Sem isso, nenhuma lima entra no canal.
Radiografia sem o ápice visível ou com sobreposição não serve para medir. Repita antes, não depois.
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PARE E CHAME O PROFESSOR
Interrompa e chame a supervisão.
Um canal esperado para o elemento não é localizado.
Pare a busca. Irrigue, seque e chame o professor antes de aprofundar qualquer desgaste — a próxima tentativa às cegas é a que perfura.
Sangramento que não cessa após a remoção da polpa câmara e irrigação sustentada.
Mantenha o canal inundado e chame a supervisão: pode haver tecido pulpar remanescente, canal não localizado ou perfuração.
Dor intensa durante a instrumentação apesar da anestesia aparentemente eficaz.
Interrompa. Não insista com o paciente com dor — a suplementação anestésica (aula 21) vem antes de continuar.
Perda súbita de resistência ou sangramento vindo de ponto que não é a entrada do canal.
Suspeite de perfuração. Não instrumente mais, não irrigue com pressão, e chame o professor imediatamente — o prognóstico do reparo depende de selar cedo.
Instrumento fraturado dentro do canal.
Pare tudo, radiografe para localizar o fragmento e chame a supervisão. Registre no prontuário e informe o paciente — é conduta ética, não opção.
Extravasamento de hipoclorito: dor imediata e intensa, edema em minutos, equimose.
Emergência. Interrompa, irrigue o canal com soro fisiológico, controle a dor e acione a supervisão na hora. O paciente precisa de acompanhamento próximo.
Depois: o que o paciente precisa saber
Explique que desconforto leve à mastigação por alguns dias é esperado; dor crescente, edema ou febre não são, e exigem retorno
Oriente a não mastigar do lado tratado enquanto houver provisório
Analgesia conforme a necessidade e o perfil do paciente (aula 53); antibiótico não é rotina em endodontia sem repercussão sistêmica
Marque o retorno antes de o paciente sair — canal sem conclusão é canal em risco
ONDE AS ESCOLAS DIVERGEM
Onde termina o comprimento de trabalho
O alvo biológico é a constrição apical, que não aparece na radiografia — o localizador apical eletrônico existe justamente por isso. Estes protocolos adotam 1 mm aquém do ápice radiográfico como convenção de partida, que é a do revisor clínico da dentrilha; a aula 45 a refina pelo estado da polpa, e é ela que vale quando as duas se encontram: em polpa vital, de 1 a 2 mm aquém — o coto pulpar apical cicatriza, e feri-lo produz dor pós-operatória sem ganho —, e em necrose com lesão periapical, mais próximo, até 1 mm. A divergência real é outra: há escolas brasileiras que ensinam 2 mm em polpa vital reservando o comprimento total para a necrose, e a literatura não fecha a questão. Se a sua disciplina usa a outra, siga a sua disciplina — e registre no prontuário qual convenção usou.
Erros que custam caro
Abrir o dente antes de remover a cárie — leva contaminação direta ao canal
Procurar canal com broca em vez de sonda exploradora — produz desvio e perfuração
Desgastar o assoalho da câmara e perder o mapa das entradas dos canais
Fazer odontometria antes do preparo cervical — a medida muda depois e ninguém percebe
Travar a cânula de irrigação no canal — extravasamento de hipoclorito no periápice
Deixar teto de câmara remanescente — retém tecido, escurece a coroa e retém infecção
Selamento provisório fino, que reinfecta o canal entre as sessões
Escolher ponto de referência que será desgastado no ajuste oclusal
O que registrar
O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.
Diagnóstico pulpar e diagnóstico periapical, nomeados
Dentes usados como controle nos testes
Comprimento de trabalho por canal e o ponto de referência adotado
Substância irrigadora e concentração usada
Medicação intracanal e material do selamento provisório
Intercorrências, se houve — inclusive as resolvidas
Hargreaves, K. M.; Berman, L. H. (eds.). Cohen's Pathways of the Pulp. ElsevierA referência de maior alcance em endodontia: diagnóstico, preparo, obturação e retratamento.
Torabinejad, M.; Walton, R. E.; Fouad, A. F.. Endodontics: Principles and Practice. ElsevierTexto de graduação; é onde a sequência do tratamento aparece mais didática.
Lopes, H. P.; Siqueira Jr., J. F.. Endodontia: biologia e técnica. GEN Guanabara KooganReferência brasileira de endodontia; a nomenclatura de comprimento usada no Brasil vem daqui.
Glossary of Endodontic Terms. American Association of Endodontists. 2020Define os termos de diagnóstico pulpar e periapical que as aulas usam.Acesso aberto
Endodontic S3-level clinical practice guidelines: treatment of pulpal and apical disease. European Society of Endodontology. International Endodontic Journal. 2023Recomendações graduadas por nível de evidência — o que é consenso e o que ainda não é.doi.org/10.1111/iej.13897
Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito