Procedimento em dente inferior posterior — molar ou pré-molar — ou em mais de um dente do mesmo lado
Procedimento em tecido mole por lingual do lado anestesiado
Quando a infiltração local não fornece anestesia suficiente: a cortical mandibular posterior pode limitar a difusão; confira o território e teste o dente (aula 19)
Quando não fazer
Dose máxima do paciente já comprometida — refaça a conta antes de repetir tubete (aula 20)
Infecção no trajeto da agulha: anestesiar através de celulite espalha o processo — mude a via ou trate antes
Distúrbio de coagulação não compensado: o espaço pterigomandibular é profundo e um hematoma ali não se comprime
Trismo intenso que impede a visualização dos reparos — considere técnica extraoral ou adie
Antes de começar
Anamnese e risco avaliados; dose máxima do paciente calculada pelo peso (aula 20)
Sal e vasoconstritor escolhidos para este paciente (aula 20)
Paciente avisado do que vai sentir: pressão, formigamento do lábio e da língua
Materiais
Seringa carpule com refluxo · agulha longa calibre 27
Tubetes do sal escolhido, conferidos na conta de dose
Anestésico tópico e cotonete
Espelho e afastador
SEQUÊNCIA
1. Posição e reparos
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Paciente semirreclinado, boca bem aberta. Palpe com o polegar a linha oblíqua externa e apoie o dedo no ramo; identifique a rafe pterigomandibular e o plano oclusal dos molares inferiores.
Avance quando: Você enxerga o triângulo de inserção: entre a linha oblíqua (lateral) e a rafe (medial), 6 a 10 mm acima do plano oclusal.
Boca pouco aberta esconde a rafe e derruba a taxa de sucesso. Peça abertura máxima e mantenha.
Ver sequência completa
PARE E CHAME O PROFESSOR
Interrompa e chame a supervisão.
Aspiração positiva repetida nas duas tentativas de reposição
Pare de avançar, retire a agulha e comprima. Chame o professor antes de nova punção: a posição precisa ser revista por quem enxerga de fora.
Paciente empalidece, sua frio ou refere tontura logo após a injeção
Interrompa, recline a cadeira, eleve as pernas, monitore. A maioria é reação vasovagal, mas a conduta da aula 24 vale até provar o contrário — e o professor precisa estar ao lado.
Dor elétrica no avanço que persiste após recuar
Não injete. Retire, registre o ocorrido e chame a supervisão antes de repetir qualquer punção.
Duas tentativas corretas sem anestesia suficiente
Pare de somar tubetes. Refaça a conta de dose com o professor e decida juntos a técnica suplementar (aula 21) — ou o adiamento.
Depois: o que o paciente precisa saber
Avise que lábio e língua seguem dormentes por 2 a 4 horas: nada de morder, testar com o dente ou comer do lado anestesiado
Em criança e em paciente com deficiência, reforce com o acompanhante a vigilância do lábio — mordida em lábio anestesiado é a complicação mais comum
Erros que custam caro
Puncionar baixo, na altura do plano oclusal — o depósito fica longe do forame e a anestesia falha
Injetar rápido: dói mais, difunde pior e aumenta o risco de reação sistêmica
Não aspirar, ou aspirar num plano só — o bisel encostado na parede do vaso dá falso negativo
Testar só o lábio: formigamento labial prova o nervo mentual, não a polpa do molar
Somar tubetes sem refazer a conta de dose do paciente
O que registrar
O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.
Técnica, sal, concentração do vasoconstritor e número de tubetes
Aspirações, intercorrência (ou a ausência dela) e latência observada
Se houve falha: o que foi tentado e a técnica suplementar usada
Currie, C. C. et al.. Is mandibular molar buccal infiltration a mental and incisive nerve block? A randomized controlled trial. Journal of Endodontics. 2013Ensaio cruzado em 22 voluntários adultos com articaína e teste elétrico pulpar. Demonstra possibilidade de anestesia por infiltração mandibular; não garante eficácia em todo procedimento ou condição pulpar. Resumo primário consultado em 08/09/2026.doi.org/10.1016/j.joen.2012.12.040
Malamed, S. F.. Handbook of Local Anesthesia. ElsevierDoses máximas, técnicas de bloqueio e manejo da falha anestésica.
Malamed, S. F.. Medical Emergencies in the Dental Office. ElsevierO algoritmo de emergência no consultório, da síncope à anafilaxia.
Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito