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CIRURGIA · 10 a 20 min

Sutura em cirurgia oral menor

O ponto que sustenta o retalho: escolha do fio, do ponto e a sequência que evita deiscência.

6 passos na sequência3 pontos de parada

Atualizado em 02/08/2026 · 2 fontes desta versão

Quando fazer

  • Retalho descolado que precisa voltar à posição
  • Bordas que não se aproximam espontaneamente
  • Sangramento que a compressão não resolve
  • Proteção de enxerto, de coágulo em alvéolo amplo ou de área de comunicação

Quando não fazer

  • Aproximar bordas sob tensão — o ponto isquemia a borda e solta; a solução é liberar o retalho, não apertar mais
  • Suturar sobre cavidade sem suporte ósseo — o retalho precisa apoiar em osso sadio
  • Fechamento hermético em ferida contaminada ou com material infectado retido

Antes de começar

  • Hemostasia razoavelmente estabelecida — não se sutura para estancar hemorragia arterial ativa
  • Ferida irrigada e sem corpo estranho ou tecido inviável
  • Retalho com mobilidade suficiente para chegar à posição sem tração
Materiais
  • Porta-agulha Mayo-Hegar
  • Pinça anatômica delicada ou pinça de Adson
  • Tesoura de fio
  • Fio de sutura: seda 3-0 ou 4-0 intraoral; absorvível quando a remoção for difícil
  • Gaze e soro fisiológico

SEQUÊNCIA

1. Escolher o fio e a agulha

1 / 6

Para intraoral, seda 3-0 ou 4-0 com agulha 3/8 de círculo cortante resolve a maioria dos casos. Use absorvível quando o retorno para remoção for improvável ou o acesso for difícil.

Avance quando: Fio e agulha compatíveis com a espessura do tecido e com o acesso. Fio mais fino do que o tecido pede corta a mucosa.

Ver sequência completa

PARE E CHAME O PROFESSOR

Interrompa e chame a supervisão.

O retalho não alcança a posição sem tração.

Não force com mais pontos. Chame o professor: a solução é liberar o periósteo ou estender a incisão, e isso se faz com técnica, não com o fio.

Sangramento arterial pulsátil na ferida.

Comprima e chame a supervisão imediatamente. Sutura não é hemostasia de vaso pulsátil.

Primeira sutura que você fará em paciente.

Chame o professor para acompanhar. Sutura se aprende com as mãos guiadas na primeira vez, e o simulador não reproduz o tecido molhado nem o campo estreito.

Depois: o que o paciente precisa saber

  • Não puxar, morder nem brincar com os fios com a língua
  • Higiene suave na região, com escova macia, a partir de 24 horas
  • Retorno para remoção dos pontos, em geral em 7 dias — marque a data antes de o paciente sair
  • Procurar atendimento se o ponto soltar antes do tempo, com abertura da ferida

Erros que custam caro

  • Apertar demais o nó — isquemia da borda, e o ponto abre em dois dias
  • Suturar sob tensão em vez de liberar o retalho
  • Passar a agulha do lado fixo para o móvel, o que arrasta e desloca o retalho
  • Bordas em alturas diferentes, deixando degrau na cicatriz
  • Nó sobre a linha de incisão, atrapalhando a coaptação
  • Pontos demais — cada fio é corpo estranho e ponto de acúmulo
  • Suturar sobre cavidade sem suporte ósseo

O que registrar

O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.

  • Tipo de fio e calibre usados
  • Número e tipo de pontos
  • Data marcada para remoção
  • Estado da ferida ao fim do procedimento
Registrar evolução →

AS AULAS QUE ENSINAM O PORQUÊ

Fontes desta versão 2
  • Hupp, J. R.; Ellis III, E.; Tucker, M. R.. Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery. ElsevierA base da exodontia: movimentos por elemento, fórceps, retalhos e complicações.
  • Miloro, M. (ed.). Peterson's Principles of Oral and Maxillofacial Surgery. SpringerReferência para o que ultrapassa a cirurgia oral menor — e para saber quando ultrapassou.

Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito