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Protocolos

CIRURGIA · 2 a 5 min por ponto

Sutura com ponto simples

O ponto que fecha a maioria das feridas da clínica — pega certa do tecido, nó quadrado e a distância que não isquemia a borda.

6 passos na sequência2 pontos de parada

Atualizado em 09/08/2026 · 2 fontes desta versão

Quando fazer

  • Reposicionar e conter retalho ou papila após exodontia ou cirurgia (aula 52)
  • Aproximar bordas de ferida em mucosa quando o coágulo precisa de proteção
  • Conter esponja hemostática dentro de alvéolo

Quando não fazer

  • Ferida sob tensão que a sutura teria de vencer — libere mais o retalho antes; ponto tenso isquemia e abre
  • Tecido friável ou infectado que a agulha lacera: avalie com o professor se a contenção compensa

Antes de começar

  • Hemostasia primária razoável: sutura não substitui compressão (aula 52)
  • Anestesia ainda ativa na região
  • Campo visível: aspiração ou gaze à mão
Materiais
  • Porta-agulha · pinça dente-de-rato · tesoura de fio
  • Fio agulhado 3-0 ou 4-0 (seda ou nylon, conforme a disciplina)
  • Gaze estéril

SEQUÊNCIA

1. Montagem

1 / 6

Prenda a agulha no porta-agulha no terço posterior do corpo dela, nunca na ponta nem no encaixe do fio.

Avance quando: Agulha firme, perpendicular ao porta-agulha, sem bambolear.

Ver sequência completa

PARE E CHAME O PROFESSOR

Interrompa e chame a supervisão.

Sangramento que continua ativo apesar de compressão e sutura

Comprima com gaze e chame o professor: a origem precisa ser identificada antes de mais pontos (aula 52).

Tecido rasga a cada passada

Pare de multiplicar furos. Reavalie com a supervisão a pega — mais espessura, mais distância da borda — ou a necessidade real da sutura.

Depois: o que o paciente precisa saber

  • Oriente: não puxar o fio com a língua, higiene suave no local a partir do dia seguinte
  • Remoção em 7 dias, ou no prazo que a disciplina definir (aula 53)

Erros que custam caro

  • Pegar só epitélio: o ponto rasga no primeiro movimento do paciente
  • Apertar até empalidecer — isquemia é deiscência anunciada
  • Nó corrediço por preguiça de inverter o segundo laço
  • Cauda longa demais, que o paciente sente e fica mexendo com a língua

O que registrar

O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.

  • Região, número de pontos, fio e calibre
  • Hemostasia ao final e orientações entregues
  • Data marcada para remoção
Registrar evolução →

AS AULAS QUE ENSINAM O PORQUÊ

Fontes desta versão 2
  • Hupp, J. R.; Ellis III, E.; Tucker, M. R.. Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery. ElsevierA base da exodontia: movimentos por elemento, fórceps, retalhos e complicações.
  • Miloro, M. (ed.). Peterson's Principles of Oral and Maxillofacial Surgery. SpringerReferência para o que ultrapassa a cirurgia oral menor — e para saber quando ultrapassou.

Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito