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Protocolos

URGÊNCIA · 20 a 40 min

Urgência: sangramento pós-exodontia

O paciente volta sangrando: separar o esperado do ativo, montar a compressão que funciona e saber quando o caso é de sutura, tampão — ou de sistema.

5 passos na sequência3 pontos de parada

Atualizado em 09/08/2026 · 3 fontes desta versão

Quando fazer

  • Sangramento persistente ou recorrente após exodontia, referido pelo paciente ou observado na cadeira (aula 54)

Quando não fazer

  • Sangramento com sinais de comprometimento sistêmico — palidez, sudorese, taquicardia, confusão: acione a supervisão e o fluxo de emergência imediatamente, não o protocolo de cadeira (aula 24 do livro)

Antes de começar

  • Anamnese revista na hora: anticoagulante, antiagregante, hepatopatia, discrasia — o que passou batido na cirurgia aparece agora (aula 66)
  • Boa luz, aspiração e gaze em quantidade
Materiais
  • Gaze estéril dobrada em tampão firme
  • Anestésico com vasoconstritor (se precisar intervir)
  • Esponja hemostática · fio de sutura com agulha
  • Soro fisiológico e seringa

SEQUÊNCIA

1. Triagem do que está saindo

1 / 5

Remova os coágulos soltos e a saliva com gaze e aspiração, e OLHE o alvéolo por 30 segundos: saliva rosada não é hemorragia; fio vivo escorrendo é.

Avance quando: Você classificou: exsudação esperada, sangramento ativo em lençol, ou ponto arterial pulsátil.

Boca cheia de coágulo em geleia assusta, mas o que diagnostica é o alvéolo limpo sob luz — limpe antes de julgar.

Ver sequência completa

PARE E CHAME O PROFESSOR

Interrompa e chame a supervisão.

Sangramento pulsátil, em jato fino, que a compressão não segura

Mantenha compressão contínua com o polegar sobre gaze e chame o professor AGORA — pode exigir manobra além do alcance da clínica de graduação.

Sinais sistêmicos: palidez, sudorese fria, tontura, pulso acelerado

Recline, monitore, acione o professor e o fluxo de emergência da clínica (aula 24 do livro). Volume perdido engana em boca — ninguém dimensiona sangramento deglutido.

Paciente anticoagulado ou com discrasia conhecida sangrando de novo

Controle local + professor junto na decisão de contato com o médico do paciente (aula 66). Não suspenda medicação por conta própria — nunca.

Depois: o que o paciente precisa saber

  • Retorno em 24–48 h se houve intervenção local, para conferir o coágulo e a esponja
  • Registro do episódio no prontuário do caso cirúrgico original — a complicação faz parte da história daquele procedimento (aula 54)

Erros que custam caro

  • Julgar pela boca cheia sem limpar e olhar o alvéolo
  • Gaze frouxa 'para não machucar' — compressão sem pressão não comprime
  • Esquecer que o vasoconstritor mascara: liberar o paciente logo após anestesiar e intervir
  • Não rever a anamnese — o anticoagulante que ninguém perguntou aparece na segunda volta

O que registrar

O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.

  • Classificação do sangramento encontrado e a causa provável
  • O que foi feito (compressão, curetagem, esponja, sutura) e a resposta
  • Anamnese revista: medicações e condições relevantes
  • Instruções entregues e o retorno combinado
Registrar evolução →

AS AULAS QUE ENSINAM O PORQUÊ

Fontes desta versão 3
  • Hupp, J. R.; Ellis III, E.; Tucker, M. R.. Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery. ElsevierA base da exodontia: movimentos por elemento, fórceps, retalhos e complicações.
  • Miloro, M. (ed.). Peterson's Principles of Oral and Maxillofacial Surgery. SpringerReferência para o que ultrapassa a cirurgia oral menor — e para saber quando ultrapassou.
  • Andrade, E. D.. Terapêutica Medicamentosa em Odontologia. Artes MédicasEsquemas de prescrição e manejo do paciente com doença sistêmica, no contexto brasileiro.

Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito