Nódulos e lesões de glândula salivar: o que se punciona, o que se biopsia, o que sai da sua mão
10 seções · Leitura, síntese e fontes
Duas lesões elevadas, e a decisão de cada uma é tomada antes de qualquer instrumento tocar nelas.
Contexto da aula
A primeira é numa mulher de 28 anos: nódulo de 6 mm no lábio inferior, submucoso, arredondado, de coloração azulada, compressível, que apareceu depois de ela morder o lábio jogando vôlei, sumiu e voltou duas vezes. Diagnóstico provável: mucocele.
A segunda é num homem de 54 anos: nódulo de 1,5 cm no palato posterior, do lado direito, firme, de coloração semelhante à mucosa, crescimento lento ao longo de cerca de um ano, indolor. Ele acha que é "um calo da prótese", mas não usa prótese superior.
Os dois são "um nódulo". O primeiro é a lesão mais comum de glândula salivar menor e resolve em consultório com peça enviada ao exame. O segundo está no sítio em que tumores de glândula salivar aparecem com mais frequência, e a conduta é encaminhar — não porque a lesão seja assustadora, mas porque o palato posterior é território de glândula salivar maior e menor, e a distinção entre benigno e maligno ali não é clínica.
Esta aula é sobre as lesões elevadas. Ela tem três decisões, e as três são anteriores ao diagnóstico: puncionar, biopsiar ou encaminhar.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
