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Protocolos

PERIODONTIA · 40 a 60 min por sextante

Raspagem e alisamento radicular por sextante

A instrumentação subgengival que trata a periodontite — apoio, angulação, sequência por face e o critério tátil de término.

7 passos na sequência3 pontos de parada

Atualizado em 07/09/2026 · 6 fontes desta versão

Quando fazer

  • Periodontite diagnosticada, com bolsa e perda de inserção registradas na ficha (aulas 31 e 32 do livro; o diagnóstico vem antes do instrumento)
  • Sítios com sangramento à sondagem e cálculo subgengival detectável

Quando não fazer

  • Gengivite sem perda de inserção: o tratamento é supragengival e de higiene — instrumentar raiz sadia remove cemento à toa
  • Paciente com risco de endocardite ou anticoagulado sem plano combinado: a conduta sistêmica vem primeiro (aula 66 do livro)
  • Sextante sem exame registrado: sem profundidade anotada não há como saber onde parar

Antes de começar

  • Periograma do sextante preenchido — profundidade, sangramento, cálculo (aula 31)
  • Anestesia decidida conforme a profundidade das bolsas e a sensibilidade
  • Curetas afiadas: instrumento cego brune o cálculo em vez de removê-lo
Materiais
  • Sonda periodontal milimetrada
  • Curetas Gracey (5-6, 7-8, 11-12, 13-14) ou universais, conforme a disciplina
  • Ultrassom com ponta perio, se a disciplina liberar
  • Taça de borracha e pasta para o polimento final

SEQUÊNCIA

1. Releitura da ficha na cadeira

1 / 7

Abra o periograma do sextante e localize as bolsas mais profundas e as faces com cálculo. A sequência de trabalho nasce daqui.

Avance quando: Você sabe dizer, antes de pegar o instrumento, quais faces deste sextante têm o quê.

Ver sequência completa

PARE E CHAME O PROFESSOR

Interrompa e chame a supervisão.

Bolsa de 6 mm ou mais, furca ou concavidade que o seu instrumento não alcança

Não insista às cegas. Registre e chame o professor para completar a instrumentação com acesso e instrumento adequados. Bolsa inicial de 6 mm não indica cirurgia por si só: a decisão cirúrgica depende de bolsa residual após tratamento não cirúrgico e reavaliação (aulas 35 e 36).

Sangramento abundante que não diminui com a instrumentação

Comprima, reavalie a anamnese de coagulação e chame a supervisão.

Dor apesar da anestesia adequada

Pare e reavalie com o professor: pode haver envolvimento pulpar somando-se ao periodontal.

Depois: o que o paciente precisa saber

  • Sensibilidade ao frio nos primeiros dias é esperada — orienta-se, não se assusta
  • Higiene normal no sextante desde o dia, com a técnica reforçada

Erros que custam caro

  • Instrumentar sem ficha: sem o mapa das bolsas, sobra raiz sadia raspada e bolsa profunda esquecida
  • Lâmina aberta na inserção — lacera o epitélio da bolsa na entrada
  • Movimentos longos e espaçados que deixam ilhas de cálculo entre as passadas
  • Prometer resultado na mesma sessão: quem responde é a reavaliação de 4 a 6 semanas, não o espelho do dia

O que registrar

O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.

  • Sextante tratado, faces instrumentadas e instrumento usado
  • Anestesia (técnica e tubetes), intercorrências
  • Data da reavaliação e o que foi reforçado de higiene
Registrar evolução →

AS AULAS QUE ENSINAM O PORQUÊ

Fontes desta versão 6
  • Tratamento da periodontite estágios I–III, volume 1: abordagem periodontal não cirúrgica. Ministério da Saúde. 2025Adaptação brasileira: instrumentação e possibilidade de fases supra e subgengival concomitantes.Acesso aberto
  • Tratamento da periodontite estágios I–III, volume 2: reintervenção após abordagem periodontal não cirúrgica. Ministério da Saúde. 2025Decisões sobre bolsas residuais após concluir e reavaliar a terapia inicial.Acesso aberto
  • Oberholzer, R.; Rateitschak, K. H.. Root surface smoothness or roughness following open debridement. An in vivo study. Journal of Clinical Periodontology. 1996Distingue rugosidade de depósito; estudo sob acesso aberto, sem equivalência automática com terapia fechada.doi.org/10.1111/j.1600-051X.1996.tb00575.x
  • Berglundh, T.; Giannobile, W. V.; Lang, N. P.; Sanz, M. (eds.). Lindhe's Clinical Periodontology and Implant Dentistry. Wiley BlackwellA referência de periodontia: biologia, diagnóstico e terapia não cirúrgica.
  • Newman, M. G.; Takei, H. H.; Klokkevold, P. R.; Carranza, F. A.. Newman and Carranza's Clinical Periodontology. ElsevierInstrumentação, curetas por face e critérios de reavaliação.
  • Treatment of stage I–III periodontitis — the EFP S3 level clinical practice guideline. European Federation of Periodontology. Journal of Clinical Periodontology. 2020A terapia periodontal em passos, com força de recomendação declarada.doi.org/10.1111/jcpe.13290

Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito