Classe III: o acesso é a decisão, e ela é irreversível
10 seções · Leitura, síntese e fontes
Homem de 31 anos, sem dor. Na radiografia interproximal de rotina, uma lesão radiolúcida na face distal do incisivo lateral superior direito, atingindo o terço externo de dentina. Clinicamente, a face vestibular está íntegra e sem manchamento; o dente vizinho está encostado, sem diastema.
Contexto da aula
O estudante fez o que parecia mais seguro: abriu pela vestibular, porque dali se enxerga. A lesão foi removida com facilidade, a restauração ficou bem adaptada e o contato foi restabelecido. E o incisivo lateral daquele paciente ficou, para o resto da vida dele, com uma faixa de resina na face que aparece quando ele fala.
O erro não foi de execução — a restauração está tecnicamente correta. O erro foi a primeira decisão da sessão, tomada em cinco segundos e sem critério explícito: por onde entrar. Nenhuma etapa posterior desfaz isso, porque esmalte vestibular removido não volta, e resina em face visível envelhece à vista.
Esta aula é sobre a única decisão da classe III que não tem correção.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
