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Protocolos

DENTÍSTICA · 40 a 60 min

Restauração classe I em resina composta

A oclusal que inaugura a mão do estudante — acesso conservador, remoção seletiva, sistema adesivo na ordem certa e o incremento que não deixa fenda.

8 passos na sequência3 pontos de parada

Atualizado em 09/08/2026 · 4 fontes desta versão

Quando fazer

  • Lesão de cárie cavitada em face oclusal com indicação restauradora firmada (aula 37)
  • Substituição de restauração oclusal com falha verdadeira — infiltração, fratura, cárie secundária

Quando não fazer

  • Lesão não cavitada ou paralisável sem broca: o caminho é o controle da doença (aulas 25 e 26 do livro)
  • Suspeita de comprometimento pulpar — dor espontânea, fístula, imagem periapical: o diagnóstico pulpar vem antes (aula 44 do livro)
  • Impossibilidade de campo seco quando o isolamento não se consegue montar

Antes de começar

  • Diagnóstico de atividade e a decisão de intervir registrados (aula 37)
  • Radiografia recente se a profundidade sugerir proximidade pulpar
  • Cor selecionada com o dente ainda hidratado, antes do isolamento
Materiais
  • Kit de isolamento absoluto completo (aula 39)
  • Alta rotação com refrigeração · brocas esféricas e cilíndricas compatíveis
  • Curetas de dentina afiadas
  • Sistema adesivo da disciplina · ácido fosfórico 37%
  • Resina composta na cor selecionada · espátulas · fotopolimerizador conferido
  • Papel carbono · brocas e borrachas de acabamento

SEQUÊNCIA

1. Isolamento absoluto

1 / 8

Monte o isolamento do campo conforme o protocolo próprio (o passo a passo completo é o protocolo Isolamento absoluto).

Avance quando: Campo seco, lençol estável, dente-alvo plenamente visível.

Ver sequência completa

PARE E CHAME O PROFESSOR

Interrompa e chame a supervisão.

Exposição pulpar durante a remoção — ponto vermelho ou sangramento no fundo

Pare de instrumentar, mantenha o campo isolado e seco, cubra com bolinha de algodão estéril e chame o professor: a decisão entre proteção direta e endodontia é dele com você (aula 28).

Dúvida entre dentina que fica e que sai em cavidade profunda

Não resolva no chute. Critério de remoção em profundidade é exatamente o que o professor confere melhor que a broca (aula 27).

Isolamento perdeu a vedação na etapa adesiva

Interrompa a adesão. Reposicione o isolamento e RECOMECE o protocolo adesivo do condicionamento — camada contaminada não se remenda.

Depois: o que o paciente precisa saber

  • Sensibilidade leve nos primeiros dias pode ocorrer; dor ao mastigar que persiste pede reavaliação do ajuste — antes de qualquer hipótese pulpar (aula 90 do livro)

Erros que custam caro

  • Ampliar o preparo por sulcos sadios em nome da forma clássica
  • Secar a dentina com jato longo até o branco fosco — colabou as fibrilas, matou a adesão
  • Incremento único apressado em cavidade funda
  • Entregar sem checar excursões: o toque que só aparece no movimento é o que dói na segunda-feira

O que registrar

O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.

  • Elemento e face, material e cor, sistema adesivo e técnica
  • Profundidade encontrada, proteção usada (se houve) e o porquê
  • Ajuste oclusal conferido em fechamento e excursões
Registrar evolução →

AS AULAS QUE ENSINAM O PORQUÊ

Fontes desta versão 4
  • Ritter, A. V.; Boushell, L. W.; Walter, R.. Sturdevant's Art and Science of Operative Dentistry. ElsevierPreparo cavitário, isolamento, matriz e acabamento — a dentística operatória inteira.
  • Baratieri, L. N. et al.. Odontologia Restauradora: fundamentos e possibilidades. SantosReferência brasileira de dentística, forte em passo a passo ilustrado.
  • Schwendicke, F.; Frencken, J. E.; Bjørndal, L. et al.. Managing Carious Lesions: Consensus Recommendations on Carious Tissue Removal. Advances in Dental Research. 2016O consenso que fundamenta a remoção seletiva da aula 27 — inclusive o critério de textura.doi.org/10.1177/0022034516639271
  • Opdam, N. J. M.; van de Sande, F. H.; Bronkhorst, E.; Cenci, M. S. et al.. Longevity of Posterior Composite Restorations: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Dental Research. 2014A referência de longevidade da restauração posterior direta: cárie e fratura como causas dominantes, e o risco de cárie do paciente pesando mais que o material.doi.org/10.1177/0022034514544217

Obras citadas bibliograficamente. Nenhum texto de terceiros é reproduzido aqui — o conteúdo é original e se apoia nestas referências. Como o conteúdo é feito