Lesão de cárie cavitada em face oclusal com indicação restauradora firmada (aula 37)
Substituição de restauração oclusal com falha verdadeira — infiltração, fratura, cárie secundária
Quando não fazer
Lesão não cavitada ou paralisável sem broca: o caminho é o controle da doença (aulas 25 e 26 do livro)
Suspeita de comprometimento pulpar — dor espontânea, fístula, imagem periapical: o diagnóstico pulpar vem antes (aula 44 do livro)
Impossibilidade de campo seco quando o isolamento não se consegue montar
Antes de começar
Diagnóstico de atividade e a decisão de intervir registrados (aula 37)
Radiografia recente se a profundidade sugerir proximidade pulpar
Cor selecionada com o dente ainda hidratado, antes do isolamento
Materiais
Kit de isolamento absoluto completo (aula 39)
Alta rotação com refrigeração · brocas esféricas e cilíndricas compatíveis
Curetas de dentina afiadas
Sistema adesivo da disciplina · ácido fosfórico 37%
Resina composta na cor selecionada · espátulas · fotopolimerizador conferido
Papel carbono · brocas e borrachas de acabamento
SEQUÊNCIA
1. Isolamento absoluto
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Monte o isolamento do campo conforme o protocolo próprio (o passo a passo completo é o protocolo Isolamento absoluto).
Avance quando: Campo seco, lençol estável, dente-alvo plenamente visível.
Ver sequência completa
PARE E CHAME O PROFESSOR
Interrompa e chame a supervisão.
Exposição pulpar durante a remoção — ponto vermelho ou sangramento no fundo
Pare de instrumentar, mantenha o campo isolado e seco, cubra com bolinha de algodão estéril e chame o professor: a decisão entre proteção direta e endodontia é dele com você (aula 28).
Dúvida entre dentina que fica e que sai em cavidade profunda
Não resolva no chute. Critério de remoção em profundidade é exatamente o que o professor confere melhor que a broca (aula 27).
Isolamento perdeu a vedação na etapa adesiva
Interrompa a adesão. Reposicione o isolamento e RECOMECE o protocolo adesivo do condicionamento — camada contaminada não se remenda.
Depois: o que o paciente precisa saber
Sensibilidade leve nos primeiros dias pode ocorrer; dor ao mastigar que persiste pede reavaliação do ajuste — antes de qualquer hipótese pulpar (aula 90 do livro)
Erros que custam caro
Ampliar o preparo por sulcos sadios em nome da forma clássica
Secar a dentina com jato longo até o branco fosco — colabou as fibrilas, matou a adesão
Incremento único apressado em cavidade funda
Entregar sem checar excursões: o toque que só aparece no movimento é o que dói na segunda-feira
O que registrar
O registro faz parte do procedimento. Isto é rascunho de estudo — o prontuário oficial é o da sua instituição.
Elemento e face, material e cor, sistema adesivo e técnica
Profundidade encontrada, proteção usada (se houve) e o porquê
Ajuste oclusal conferido em fechamento e excursões
Ritter, A. V.; Boushell, L. W.; Walter, R.. Sturdevant's Art and Science of Operative Dentistry. ElsevierPreparo cavitário, isolamento, matriz e acabamento — a dentística operatória inteira.
Baratieri, L. N. et al.. Odontologia Restauradora: fundamentos e possibilidades. SantosReferência brasileira de dentística, forte em passo a passo ilustrado.
Schwendicke, F.; Frencken, J. E.; Bjørndal, L. et al.. Managing Carious Lesions: Consensus Recommendations on Carious Tissue Removal. Advances in Dental Research. 2016O consenso que fundamenta a remoção seletiva da aula 27 — inclusive o critério de textura.doi.org/10.1177/0022034516639271
Opdam, N. J. M.; van de Sande, F. H.; Bronkhorst, E.; Cenci, M. S. et al.. Longevity of Posterior Composite Restorations: A Systematic Review and Meta-analysis. Journal of Dental Research. 2014A referência de longevidade da restauração posterior direta: cárie e fratura como causas dominantes, e o risco de cárie do paciente pesando mais que o material.doi.org/10.1177/0022034514544217
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