Canino ectópico e o paciente de aparelho na sua cadeira
10 seções · Leitura, síntese e fontes
Duas cenas, no mesmo turno de clínica.
Contexto da aula
Na primeira, uma menina de 9 anos e 10 meses voltou para o controle de seis meses. A bossa canina não é palpável do lado esquerdo, o incisivo lateral daquele lado está inclinado, e a panorâmica pedida na consulta anterior mostra o canino permanente com angulação mesial acentuada, a coroa cruzando a raiz do lateral. Ninguém tem urgência: não dói, não incomoda, e a mãe pergunta se dá para esperar o dente nascer.
Na segunda, um rapaz de 14 anos chega sem agendamento, com aparelho fixo instalado por uma ortodontista de outra cidade. A extremidade distal do fio saiu do tubo do molar e está furando a mucosa jugal há dois dias. Ele já tentou cortar em casa, com um alicate de unha. A ortodontista dele só atende na quinta.
Os dois casos são de ortodontia e nenhum dos dois é para o ortodontista hoje. O primeiro é um diagnóstico com prazo, e o prazo está passando. O segundo é uma urgência que se resolve na sua cadeira em dez minutos — e que, mal resolvida, vira uma emergência médica.
Esta aula é sobre as duas coisas que a ortodontia deixa com o clínico geral: um diagnóstico que só ele pode fazer na hora certa, e as urgências do aparelho que outra pessoa instalou.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
