Classe V e lesão cervical não cariosa: a restauração que mais cai
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Homem de 47 anos, professor, queixa de sensibilidade ao frio nos pré-molares superiores dos dois lados. No exame, lesões cervicais em cunha nos quatro pré-molares superiores, vestibulares, com dentina lisa, brilhante e endurecida ao toque da sonda. Sem cárie. Sem sangramento à sondagem. Recessão gengival de 1 a 2 mm nos mesmos dentes.
Contexto da aula
Ele escova três vezes ao dia, com escova dura, com força — "para limpar bem" —, e começa toda manhã com água morna e limão.
Seis meses antes, num outro semestre, o primeiro pré-molar superior direito foi restaurado. A restauração caiu em cinco semanas, e é por isso que ele voltou.
A restauração não caiu por adesivo ruim. Caiu por três motivos, e todos estavam presentes no dia em que foi feita: a causa nunca foi tratada, a dentina daquela lesão não é dentina comum, e a região é a mais difícil do boca inteira para manter seca. Nenhum dos três se resolve escolhendo outra resina.
A restauração cervical é a que mais falha em toda a dentística direta, e as taxas de falha anual publicadas na aula 40 vêm justamente de séries clínicas em lesão cervical — é o modelo que a literatura usa para testar adesivo, porque é onde tudo falha primeiro.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
