Diagnóstico das doenças periodontais
8 seções · Leitura, síntese e fontes
Dois pacientes chegam com a mesma queixa: a gengiva sangra ao escovar. Ambos têm 15% dos sítios sangrantes e nenhuma bolsa acima de 3 mm.
Contexto da aula
O primeiro tem periodonto íntegro. O segundo tem 4 mm de recessão generalizada e perda óssea até o terço médio, tratada há seis anos.
Os dois têm inflamação gengival, e nenhum dos dois tem periodontite em atividade: não há sítio profundo, não há sangramento em bolsa. A diferença não está no diagnóstico do dia. Está no periodonto sobre o qual a inflamação se instalou. O primeiro tem gengivite em periodonto íntegro e volta em três a quatro semanas. O segundo tem gengivite em periodonto reduzido, e cada milímetro que ele perder a partir de agora sai de um suporte que já está pela metade — ele entra em vigilância, porque já demonstrou uma vez que perde inserção. No dia em que um sítio de 4 mm sangrar, ele deixa de estar estável e volta a ser periodontite em atividade; o primeiro paciente, não.
A conduta também difere, e não no que se imagina: os dois são tratados no passo 1, com controle supragengival. Rotular o segundo como recidiva o devolveria à instrumentação subgengival sob anestesia, que ele não precisa.
O que separa os dois não está no sangramento. Está na história de perda de inserção — e é por isso que o diagnóstico periodontal se faz em três perguntas, nesta ordem.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
