A dor depois da restauração: o diferencial antes da broca
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Homem de 39 anos, restauração de classe II ampla no primeiro molar inferior esquerdo, feita na terça-feira. Ele voltou na quinta, com dor.
Contexto da aula
O estudante que atendeu chegou à conclusão em quinze segundos: "a adesão falhou, vamos refazer". Pegou a broca.
Não era a adesão. A dor era à mordida, imediata, localizada, e desaparecia completamente quando ele parava de mastigar — não havia dor espontânea, não havia dor à noite, não havia dor prolongada ao frio. Papel articulado marcou um ponto único e denso na crista marginal da restauração, com o dente antagonista batendo ali antes de todo o resto.
O ajuste levou noventa segundos e a dor acabou na cadeira. Refazer a restauração teria removido estrutura sadia, gastado uma hora, e deixado o contato alto exatamente onde estava.
Dor depois de restaurar é comum, tem causas distintas com condutas opostas, e a mais frequente delas é também a mais barata de corrigir. Refazer por reflexo é o erro que esta aula existe para impedir.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
