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Consulta

CONDIÇÃO · CARIOLOGIA E DENTÍSTICA

Trinca e fratura de cúspide

Dor aguda ao SOLTAR a mordida, numa cúspide específica. É quase o único sinal, e ele não aparece em nenhum outro quadro.

Também: síndrome do dente trincado, dente rachado, fratura incompleta

Condição bucal — é o que se trata

O que é

Fratura incompleta de esmalte e dentina, frequente em dente com restauração ampla e cúspide sem recobrimento. A dor característica surge no alívio da pressão de mordida, quando as paredes fraturadas voltam a se aproximar, e costuma ser referida a um ponto único, com alimento duro.

O que perguntar na anamnese

  1. A dor vem quando o senhor morde ou quando solta?
  2. Acontece com algum alimento específico? Duro?
  3. Consegue apontar em qual dente e em que ponto dele?

O que observar

  • Reprodução do desconforto ao soltar a mordida sobre um bastão apoiado em UMA cúspide de cada vez
  • Transiluminação evidenciando a linha, quando ela existe
  • Linha visível após a remoção da restauração antiga

Como interfere no atendimento

  • Trinca profunda evolui para pulpite e para fratura — o diagnóstico pulpar entra junto
  • Confirmada a trinca, o caso deixa de ser de dentística direta

Riscos

  • Tratar como sensibilidade pós-operatória e esperar quatro semanas: o dente fratura no intervalo
  • Trinca que atinge o assoalho da câmara muda o prognóstico e pode indicar extração

A decisão do dia

Adaptar

  • Proteção de cúspide, restauração indireta ou coroa, conforme o remanescente

Encaminhar ou interconsultar

  • Trinca com envolvimento pulpar ou suspeita de extensão radicular

Onde as aulas ensinam isto

Ligado a

E AGORA

Material educacional — não substitui decisão clínica.

Atualizada em 08/08/2026