Lesões pigmentadas: quando a cor é benigna e quando não é
9 seções · Leitura, síntese e fontes
Duas manchas escuras, na mesma semana, e as condutas são opostas.
Contexto da aula
A primeira é numa mulher de 44 anos: mancha acinzentada de 5 mm na gengiva inserida da região do 36, de limites bem definidos, plana, assintomática, presente "há anos" segundo ela. O 36 tem uma restauração de amálgama antiga. Uma radiografia periapical mostra partículas radiopacas finas naquele exato ponto do tecido mole. Diagnóstico: tatuagem por amálgama. Conduta: registrar com medida e data, e nada mais.
A segunda é num homem de 67 anos: mancha enegrecida de 1,4 cm no palato duro, de bordas irregulares, com uma área acinzentada e outra avermelhada, que ele percebeu "há uns três meses" e que está maior do que era. Sem restauração de amálgama próxima. Nada a radiografar. Conduta: biópsia, e encaminhamento.
O que separa as duas condutas não é a cor. É sítio, borda, tempo e uma radiografia. Esta aula é a lista de discriminadores que a aula 8 declara não ter: ela nomeia mácula melanótica, névus, tatuagem por amálgama, pigmentação medicamentosa, hematoma, cicatriz e melanoma, e diz com honestidade que não ensina a distingui-los. Aqui eles se distinguem — com uma fonte de acesso aberto, e com o limite dela declarado no fim.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
