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Trilha 14 · Estomatologia aplicadaAula 80 · 2 de 6 na trilha

Lesões vermelhas e as desordens potencialmente malignas

9 seções · Leitura, síntese e fontes

Mulher de 61 anos, ex-fumante há oito anos, usuária de prótese total superior. Veio trocar a prótese, que está frouxa. No exame do palato, o estudante encontra uma mancha vermelha de 1,1 cm, de superfície aveludada, limites bem definidos, assintomática — e registra a hipótese óbvia: estomatite protética.

Contexto da aula

Uma medida desfaz a hipótese. A lesão está no palato mole, fora da área coberta pela prótese. Estomatite protética é, por definição, eritema limitado à área coberta — a aula 59 é explícita nisso. O que está ali é outra coisa, e o nome dela muda o dia inteiro: eritroplasia.

A diferença entre as duas hipóteses não é acadêmica. Uma se trata removendo a causa e reavaliando em duas semanas. A outra tem, no momento do diagnóstico, cerca de 90% de chance de já apresentar displasia intensa, carcinoma in situ ou carcinoma superficialmente invasivo. Uma admite observação; a outra não admite nenhuma.

Esta aula trata de lesões vermelhas e da investigação de eritroplasia. A cor ajuda a formular hipóteses, mas não estabelece sozinha o diagnóstico ou a gravidade.

DESTA AULA, NA CONSULTA

O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.

Desordem potencialmente malignaDisplasia epitelialEritroplasiaLíquen plano oralQueilite actínica