Lesões vermelhas e as desordens potencialmente malignas
9 seções · Leitura, síntese e fontes
Mulher de 61 anos, ex-fumante há oito anos, usuária de prótese total superior. Veio trocar a prótese, que está frouxa. No exame do palato, o estudante encontra uma mancha vermelha de 1,1 cm, de superfície aveludada, limites bem definidos, assintomática — e registra a hipótese óbvia: estomatite protética.
Contexto da aula
Uma medida desfaz a hipótese. A lesão está no palato mole, fora da área coberta pela prótese. Estomatite protética é, por definição, eritema limitado à área coberta — a aula 59 é explícita nisso. O que está ali é outra coisa, e o nome dela muda o dia inteiro: eritroplasia.
A diferença entre as duas hipóteses não é acadêmica. Uma se trata removendo a causa e reavaliando em duas semanas. A outra tem, no momento do diagnóstico, cerca de 90% de chance de já apresentar displasia intensa, carcinoma in situ ou carcinoma superficialmente invasivo. Uma admite observação; a outra não admite nenhuma.
Esta aula trata de lesões vermelhas e da investigação de eritroplasia. A cor ajuda a formular hipóteses, mas não estabelece sozinha o diagnóstico ou a gravidade.
DESTA AULA, NA CONSULTA
O que esta aula ensina, em ficha de consulta rápida — para achar em segundos com o paciente na cadeira.
