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dentrilhaComo o preparo é montado

Preparar

CADERNO DE PREPARO

Exodontia simples

Duração clínica estimada: 20 a 40 min

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Quando este é o procedimento

  • Dente com indicação de extração e coroa íntegra o suficiente para apreensão pelo fórceps
  • Acesso direto ao elemento, sem necessidade de osteotomia ou odontossecção
  • Raiz sem curvatura acentuada, hipercementose ou anquilose evidentes na radiografia

Quando NÃO fazer — e o que fazer em vez disso

  • Dente incluso, semirretido ou com raiz que a radiografia mostra dilacerada — é exodontia complexa
    FonteAula 51
  • Risco sistêmico não avaliado ou não compensado — hipertensão descontrolada, coagulopatia, uso de anticoagulante sem plano, bisfosfonato endovenoso
    FonteAula 49
  • Área irradiada ou dente em campo de neoplasia — a decisão é do especialista

Antes de sentar o paciente

  • Radiografia periapical recente com o ápice inteiro e as estruturas vizinhas visíveis
  • Anamnese e risco sistêmico avaliados, com pressão arterial aferida
    FonteAula 4
  • Consentimento: o paciente sabe o que será feito, os riscos e o pós-operatório
  • Plano definido para o espaço que vai ficar — a extração é o começo de uma reabilitação, não o fim de um problema

Na bandeja

  • Anestésico local e seringa carpule
  • Sindesmótomo ou destaca-periósteo
  • Fórceps compatível com o elemento e a arcada
  • Alavancas retas e anguladas
  • Cureta de Lucas · lima para osso · pinça hemostática
  • Gaze estéril · seringa com soro fisiológico
  • Porta-agulha, fio de sutura e tesoura, quando houver indicação de sutura
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A sequência — 11 passos, no protocolo

  • 1. Conferência final antes de anestesiar
  • 2. Anestesia
  • 3. Sindesmotomia
  • 4. Luxação
  • 5. Apreensão com o fórceps
  • 6. Movimentos de expansão, conforme o elemento
  • 7. Avulsão
  • 8. Inspeção e limpeza do alvéolo
  • 9. Compressão e hemostasia
  • 10. Sutura, quando indicada
  • 11. Orientações e prescrição
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Onde parar e chamar o professor

  • Sinais de disseminação — febre, trismo, disfagia, edema que cruza a linha média, elevação do assoalho de boca. → O caso deixa de ser ambulatorial: acione o serviço de emergência antes de qualquer procedimento (aula 23). Fora desses sinais, a remoção da fonte É o tratamento — drenagem sem eliminar a origem é adiamento, e adiar a exodontia é adiar a infecção.
  • Fratura radicular com fragmento retido que não sai com manobra simples. → Pare. Radiografe e chame o professor: a decisão entre remover por via alveolar, abrir retalho ou deixar o fragmento é dele, e depende do tamanho, da profundidade e da proximidade de estruturas nobres.
  • Comunicação com o seio maxilar suspeitada — sopro de ar, bolhas, visão de espaço no alvéolo de molar ou pré-molar superior. → Não curete, não peça ao paciente para assoar. Chame o professor imediatamente: o tratamento muda conforme o tamanho, e o manejo correto na primeira hora evita a fístula.
  • Sangramento que não cessa com compressão sustentada por 30 minutos. → Mantenha a compressão e chame a supervisão. Não libere o paciente — investigue causa local e reveja o histórico de anticoagulação.
  • Parestesia relatada em território de nervo alveolar inferior ou lingual após o procedimento. → Registre o achado com precisão, informe o paciente e chame o professor. O acompanhamento começa hoje, e a documentação é o que protege o paciente e você.
  • O dente não se move após luxação insistente, ou é preciso força que você não esperava. → Pare de forçar. Força crescente contra resistência produz fratura de tábua óssea ou de tuberosidade. Reavalie a radiografia com a supervisão: pode ser anquilose, hipercementose ou raiz dilacerada.
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Fontes e atualização

Preparo a partir desta peça, atualizada em 07/09/2026. Confira a sequência e a fundamentação na fonte.

Protocolo · 20 a 40 minExodontia simplesMaterial educacional. Não substitui supervisão nem protocolo da sua instituição.

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