Quando este é o procedimento
- Dente com indicação de extração e coroa íntegra o suficiente para apreensão pelo fórceps
- Acesso direto ao elemento, sem necessidade de osteotomia ou odontossecção
- Raiz sem curvatura acentuada, hipercementose ou anquilose evidentes na radiografia
Quando NÃO fazer — e o que fazer em vez disso
- Dente incluso, semirretido ou com raiz que a radiografia mostra dilacerada — é exodontia complexa
Fonte
Aula 51 - Risco sistêmico não avaliado ou não compensado — hipertensão descontrolada, coagulopatia, uso de anticoagulante sem plano, bisfosfonato endovenoso
Fonte
Aula 49 - Área irradiada ou dente em campo de neoplasia — a decisão é do especialista
Antes de sentar o paciente
- Radiografia periapical recente com o ápice inteiro e as estruturas vizinhas visíveis
- Anamnese e risco sistêmico avaliados, com pressão arterial aferida
Fonte
Aula 4 - Consentimento: o paciente sabe o que será feito, os riscos e o pós-operatório
- Plano definido para o espaço que vai ficar — a extração é o começo de uma reabilitação, não o fim de um problema
Na bandeja
- Anestésico local e seringa carpule
- Sindesmótomo ou destaca-periósteo
- Fórceps compatível com o elemento e a arcada
- Alavancas retas e anguladas
- Cureta de Lucas · lima para osso · pinça hemostática
- Gaze estéril · seringa com soro fisiológico
- Porta-agulha, fio de sutura e tesoura, quando houver indicação de sutura
A sequência — 11 passos, no protocolo
- 1. Conferência final antes de anestesiar
- 2. Anestesia
- 3. Sindesmotomia
- 4. Luxação
- 5. Apreensão com o fórceps
- 6. Movimentos de expansão, conforme o elemento
- 7. Avulsão
- 8. Inspeção e limpeza do alvéolo
- 9. Compressão e hemostasia
- 10. Sutura, quando indicada
- 11. Orientações e prescrição
Onde parar e chamar o professor
- Sinais de disseminação — febre, trismo, disfagia, edema que cruza a linha média, elevação do assoalho de boca. → O caso deixa de ser ambulatorial: acione o serviço de emergência antes de qualquer procedimento (aula 23). Fora desses sinais, a remoção da fonte É o tratamento — drenagem sem eliminar a origem é adiamento, e adiar a exodontia é adiar a infecção.
- Fratura radicular com fragmento retido que não sai com manobra simples. → Pare. Radiografe e chame o professor: a decisão entre remover por via alveolar, abrir retalho ou deixar o fragmento é dele, e depende do tamanho, da profundidade e da proximidade de estruturas nobres.
- Comunicação com o seio maxilar suspeitada — sopro de ar, bolhas, visão de espaço no alvéolo de molar ou pré-molar superior. → Não curete, não peça ao paciente para assoar. Chame o professor imediatamente: o tratamento muda conforme o tamanho, e o manejo correto na primeira hora evita a fístula.
- Sangramento que não cessa com compressão sustentada por 30 minutos. → Mantenha a compressão e chame a supervisão. Não libere o paciente — investigue causa local e reveja o histórico de anticoagulação.
- Parestesia relatada em território de nervo alveolar inferior ou lingual após o procedimento. → Registre o achado com precisão, informe o paciente e chame o professor. O acompanhamento começa hoje, e a documentação é o que protege o paciente e você.
- O dente não se move após luxação insistente, ou é preciso força que você não esperava. → Pare de forçar. Força crescente contra resistência produz fratura de tábua óssea ou de tuberosidade. Reavalie a radiografia com a supervisão: pode ser anquilose, hipercementose ou raiz dilacerada.
A sequência completa abre com sua conta.Abrir protocolo →