Consulta
CONDIÇÃO · PACIENTES ESPECIAIS
Hepatopatia
Limiares próprios: INR até 2,5 e plaquetas acima de 30.000/µL em cirurgia menor. Não são os do anticoagulado.
Também: disfunção hepática, problema no fígado, hepatite ativa, cirrose
Condição sistêmica — muda a conduta
O que é
Condição em que o que decide é a gravidade da disfunção, não o diagnóstico. Em doença compensada o metabolismo se aproxima do da população geral. Hepatite ativa corresponde a ASA III.
INR até 2,5 e plaquetas acima de 30.000/µL — em cirurgia menor, sem transfusão
Estes limiares são da coagulopatia da hepatopatia, e não substituem os do paciente anticoagulado
O que perguntar na anamnese
- O senhor tem ou já teve problema no fígado — hepatite, cirrose?
- Faz acompanhamento? Tem exames recentes de coagulação e de plaquetas?
Como interfere no atendimento
- Hemostasia é a preocupação na hepatopatia avançada
- Anestésicos do tipo amida são metabolizados no fígado e podem produzir toxicidade em doses menores que as esperadas
- A articaína é hidrolisada tanto no fígado quanto no plasma, por esterases séricas, o que a torna teoricamente mais favorável nesse paciente
Riscos
- Toxicidade por anestésico local
- Sangramento pós-operatório
A decisão do dia
Adaptar
- Em disfunção avançada: doses menores, intervalos maiores e cursos curtos
- Limiares da coagulopatia da hepatopatia: INR até 2,5 e plaquetas acima de 30.000/µL, associados a risco reduzido de sangramento pós-operatório grave em intervenção cirúrgica menor sem transfusão
- O teto de paracetamol tem ressalva própria para o hepatopata
Onde as aulas ensinam isto
03Anamnese dirigida à decisão clínicaTrilha 1 · Fundamentos do atendimento clínico · 10 min→04Sinais vitais e estratificação de risco: atender, adaptar ou adiarTrilha 1 · Fundamentos do atendimento clínico · 13 min→66Manejo do paciente sistemicamente comprometidoTrilha 11 · Populações com necessidades específicas · 23 min→
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