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Não aceita dado de paciente
Consulta

MEDICAMENTO · URGÊNCIA E DOR

Paracetamol

Assume a primeira linha sempre que o AINE está fora. Teto de 4 g ao dia, com alvo prudente de 3 g.

Também: acetaminofeno

Analgésico e antipirético não AINE

Por que importa na sua clínica

É o fármaco que assume quando o anti-inflamatório sai: gestação, doença renal crônica, anticoagulado ou antiagregado, asma exacerbada por AINE, úlcera, insuficiência cardíaca descompensada. O teto de 4 g é fácil de atingir sem perceber.

1.000 mg de 6 em 6 horas atinge exatamente o teto de 4 g e não deixa margem para jejum, etilismo ou outro produto com paracetamol — na dúvida, prescreva 500 a 750 mg

Na criança valem os três limites juntos: 75 mg/kg ao dia, no máximo 5 doses em 24 horas e nunca acima de 4 g

A coorte de 2,48 milhões de crianças com controle por irmãos encontrou razões de risco de 0,98 para autismo, 0,98 para transtorno de déficit de atenção e 1,01 para deficiência intelectual

Números das aulas

Adulto
500 a 1.000 mg a cada 6 horas, máximo de 4 g ao dia
Alvo prudente
teto de 4 g ao dia, com alvo prudente de 3 g
Criança
10 a 15 mg/kg a cada 4 a 6 horas, máximo de 75 mg/kg ao dia e não mais que 5 doses em 24 horas, sem ultrapassar 4 g
Associação
com ibuprofeno 400 mg, juntos, a cada 6 horas

O que muda no atendimento

  • Primeira linha na gestação e compatível com a amamentação
  • É a primeira linha no anticoagulado e no antiagregado, isolado ou com dipirona
  • Some o que o paciente já toma por conta própria: o teto é o mesmo

Interações

Prilocaína ou benzocaína

Eleva discretamente a metemoglobina e soma ao risco

Pese quando houver fator de risco de metemoglobinemia
Produtos de venda livre que já contêm paracetamol

Somam-se até o teto sem que o paciente perceba

Pergunte o que ele já toma antes de escrever a dose

Contraindicações

  • Não é proibição, é ressalva de dose: reduzir em hepatopata, etilista, idoso, pessoa abaixo de 50 kg e doença renal grave

Efeitos adversos

  • Elevação discreta da metemoglobina

Onde as aulas ensinam isto

Ligado a

MedicamentoAnti-inflamatórios não esteroidaisPrimeira escolha em dor odontogênica aguda — e a lista de quem não pode recebê-los é longa e decisiva.MedicamentoAntiagregantes plaquetáriosParacetamol assume a primeira linha. AAS 100 mg inibe a plaqueta por 7 a 10 dias.MedicamentoAnticoagulantesNão se suspende para exodontia: opera-se com INR abaixo de 4,0. O AINE sai da primeira linha.MedicamentoDiclofenaco50 mg de 8 em 8 horas, máximo de 150 mg ao dia. Alternativa ao ibuprofeno na dor aguda.MedicamentoDipirona500 mg a 1 g de 6 em 6 horas, teto de 4 g ao dia. A agranulocitose é rara, idiossincrática e não se previne com dose.CondiçãoDoença renal crônica e diáliseAtenda no dia seguinte à hemodiálise. Anti-inflamatório sai; paracetamol assume, com teto de 4 g e alvo de 3 g.CondiçãoGestaçãoNão existe trimestre de eleição. O adiamento é a conduta de risco — o que se ajusta é a logística.CondiçãoHepatopatiaLimiares próprios: INR até 2,5 e plaquetas acima de 30.000/µL em cirurgia menor. Não são os do anticoagulado.MedicamentoIbuprofeno400 a 600 mg de 6 em 6 horas. Com paracetamol, NNT de 1,5 a 1,6 — melhor que qualquer opioide.CondiçãoLactaçãoQuase todo fármaco passa ao leite; o que decide é quanto. Não suspenda a amamentação por reflexo.MedicamentoPrilocaína 3% com felipressina54 mg por tubete, com felipressina 0,03 UI/mL — não epinefrina. A bula brasileira registra 4,5 mg/kg, teto 400 mg: 7 tubetes.CondiçãoUso de anticoagulantes e antiagregantesNão se suspende o fármaco. Em antagonista da vitamina K, opera-se com INR abaixo de 4,0; o anticoagulante oral direto não se mede por INR — em alto risco de sangramento ajusta-se uma dose, e a saída é fracionar em sessões.

E AGORA

Material educacional — não substitui decisão clínica.

Atualizada em 02/08/2026