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Consulta

CONDIÇÃO · PACIENTES ESPECIAIS

Radioterapia de cabeça e pescoço

Extrações pelo menos 2 semanas antes do início, com risco acima de 50 Gy. Depois, o alvéolo não perdoa.

GyTambém: fez radioterapia, irradiado

Condição sistêmica — muda a conduta

O que é

Antecedente ou tratamento em curso que altera a decisão cirúrgica, o risco infeccioso e a saliva. A hipossalivação reorganiza todo o prognóstico de cárie.

Pelo menos 2 semanas entre a exodontia e o início da radiação, com risco acima de 50 Gy

As metanálises divergem sobre o intervalo ótimo e não existe consenso universal — as 2 semanas são o piso da aula, não um número fechado

O que perguntar na anamnese

  1. O senhor fez ou vai fazer radioterapia na cabeça ou no pescoço?
  2. Quando começou, ou quando começa?
  3. Sente a boca seca?

O que observar

  • Boca seca
  • Lesões de cárie em superfícies radiculares e cervicais

Como interfere no atendimento

  • Mesma consequência cirúrgica dos antirreabsortivos, somada a risco infeccioso e xerostomia
  • As extrações antecedem o início da radiação
  • Hipossalivação reorganiza todo o prognóstico de cárie

Riscos

  • Osteorradionecrose
  • Cárie de radiação, cuja prevalência passa de 25% e chega a mais da metade em algumas coortes

A decisão do dia

Adaptar

  • Extrações pelo menos 2 semanas antes do início da radioterapia, com risco acima de 50 Gy
  • Prevenção com gel de flúor de 5.000 ppm em moldeira individual, de 5 a 10 minutos por dia, iniciado cerca de 1 semana antes e mantido durante todo o tratamento e depois dele
  • Dentifrício de 5.000 ppm indicado no pós-radioterapia

Encaminhar ou interconsultar

  • A decisão sobre o intervalo é conjunta com a oncologia, e não do consultório sozinho

Onde as aulas ensinam isto

Ligado a

E AGORA

Material educacional — não substitui decisão clínica.

Atualizada em 02/08/2026