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Consulta

MEDICAMENTO · ANESTESIOLOGIA

Epinefrina

0,2 mg por sessão sem doença cardiovascular; 0,04 mg no cardiopata. Na anafilaxia, é a primeira linha.

Também: adrenalina, epinefrina 1:50.000, epinefrina 1:100.000, epinefrina 1:200.000, epinefrina 1:1.000

Vasoconstritor adrenérgico e simpatomimético de emergência

Por que importa na sua clínica

Como vasoconstritor, prolonga a duração, reduz a absorção sistêmica do sal — aumentando a margem de segurança — e diminui o sangramento. Como fármaco de emergência, é a primeira linha absoluta da anafilaxia, e nessa indicação não existe contraindicação absoluta.

Cocaína ou anfetaminas nas últimas 24 horas: nenhum vasoconstritor adrenérgico

Na anafilaxia, epinefrina primeiro — anti-histamínico e corticoide não a substituem em nenhuma circunstância

O problema não é a quantidade total, e sim a injeção intravascular: um tubete injetado dentro de um vaso produz efeito sistêmico incomparavelmente maior do que quatro tubetes injetados corretamente

Todo paciente que recebeu epinefrina é transportado para o hospital, mesmo que melhore completamente

Para a maioria dos pacientes, o vasoconstritor aumenta a segurança, não a reduz. Contraindicação absoluta é rara.

Números das aulas

Por tubete
1:50.000 = 0,036 mg · 1:100.000 = 0,018 mg · 1:200.000 = 0,009 mg
Sem doença cardiovascular
0,2 mg por sessão — cerca de 11 tubetes a 1:100.000 e 22 a 1:200.000
Cardiopata
0,04 mg por sessão — 1 tubete a 1:50.000, 2 a 1:100.000 ou 4 a 1:200.000
Usuário de tricíclico
0,04 mg — cerca de 2 tubetes a 1:100.000
Anafilaxia, adulto
1:1.000 (1 mg por mL) — 0,3 a 0,5 mg, ou seja 0,3 a 0,5 mL, IM na face anterolateral da coxa, repetir a cada 5 a 15 minutos se não houver resposta
Anafilaxia, criança
0,01 mg/kg, isto é 0,01 mL/kg, até 0,3 mg no pré-púbere e até 0,5 mg no adolescente ou acima de 30 kg

O que muda no atendimento

  • 1:50.000 existe para hemostasia em campo cirúrgico, não para controle de dor, e não se usa em criança
  • Na gestação o vasoconstritor não é contraindicado — lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000 é a escolha
  • Em tireotoxicose, menor dose possível, com aspiração prévia, e nada de fio retrator com epinefrina
  • A reinspeção do sangramento pós-operatório se faz sob anestesia local com vasoconstritor
  • No kit do consultório, epinefrina 1:1.000 em ampola, com seringas e agulhas de 25 mm para aplicação intramuscular no vasto lateral

Interações

Cocaína ou anfetaminas nas últimas 24 horas

Crise hipertensiva e arritmia grave

Contraindicação absoluta a vasoconstritor adrenérgico
Betabloqueadores não seletivos

Hipertensão com bradicardia reflexa

Limite a dose e monitorize
Antidepressivos tricíclicos

Potencializam o efeito da epinefrina

Teto de 0,04 mg e nada de 1:50.000
Inibidores da monoaminoxidase

A contraindicação clássica está desatualizada — não há evidência crível de interação significativa nas doses odontológicas

Não suspenda nem troque a solução por causa dela

Contraindicações

  • Absoluta: uso de cocaína ou anfetaminas nas últimas 24 horas
  • Cautela com limite de dose: cardiopatia significativa, hipertensão não controlada, arritmia, angina instável, infarto ou acidente vascular recentes, hipertireoidismo não controlado
  • Na anafilaxia, não existe contraindicação absoluta à epinefrina

Efeitos adversos

  • Taquicardia por vasoconstritor, frequentemente confundida com alergia
  • Taquicardia transitória esperada na técnica intraóssea quando a solução contém vasoconstritor

Onde as aulas ensinam isto

Ligado a

CondiçãoAnafilaxiaEpinefrina primeiro, e a ordem importa: 0,3 a 0,5 mg IM no adulto, na face anterolateral da coxa.MedicamentoAntidepressivos tricíclicosPotencializam a epinefrina: teto de 0,04 mg, cerca de 2 tubetes a 1:100.000.CondiçãoArritmiaO que decide não é o diagnóstico: é a capacidade funcional e a estabilidade. Referência de 60 a 100 bpm.MedicamentoArticaína 4%72 mg por tubete: o limite mais alto em mg/kg rende menos tubetes. Não abaixo dos 4 anos.MedicamentoBetabloqueadores não seletivosCom vasoconstritor adrenérgico, hipertensão com bradicardia reflexa. Limite a dose e monitorize.MedicamentoBroncodilatador de resgate4 a 10 jatos no adulto e 4 na criança, com espaçador, repetíveis a cada 20 minutos na primeira hora.MedicamentoBupivacaína 0,5%9 mg por tubete e 4 a 9 horas de dormência em tecido mole. Não abaixo dos 12 anos.MedicamentoClorexidinaBochecho a 0,12% por 60 segundos antes da cirurgia: NNT em torno de 7 para alveolite em terceiro molar.MedicamentoFelipressinaVasoconstritor não adrenérgico para restrição adrenérgica. Ação ocitócica: fora na gestante.CondiçãoHipertensão arterialAbaixo de 160 × 100 mmHg, atenda. A partir daí, repita após repouso — e o eletivo para.MedicamentoLidocaína 2%36 mg por tubete. A bula BR governa: 4,4 mg/kg e teto de 300 mg — 8 tubetes —, com ou sem vasoconstritor. A referência de ensino traz 7,0 e 500: divergência real, registre qual usou.MedicamentoMepivacaína 2% e 3%A 2% dá 36 mg por tubete e a 3%, 54 mg. A 3% sem vasoconstritor é a saída na restrição adrenérgica.MedicamentoMetabissulfitoO alérgeno mais provável do tubete — e está apenas nas soluções com vasoconstritor.MedicamentoNitrato sublingual0,4 mg sublingual, repetível a cada 5 minutos até três doses, se a sistólica permitir.

E AGORA

Material educacional — não substitui decisão clínica.

Atualizada em 02/08/2026